Em geral, grande parte dos cristãos acreditam na teologia que tem como princípio a lei da causa e efeito. Creem basicamente que tudo aquilo que o homem plantar, certamente colherá. É relativamente fácil apegar se a versículos isolados da bíblia e transformar-lós em dogma (algo não sujeito a questionamentos e que deve ser seguido de forma inviolável). Também não podemos nos esquecer que tal comportamento coloca o individuo em uma zona de conforto, afinal, não é necessário gerar uma reflexão profunda ou mesmo estudar o tema, para compreender a verdadeira ideia daquilo que lemos e colocamos como "clausula pétrea" da nossa fé. Isso é uma das raízes do fundamentalismo presente em grande parte das igrejas atualmente.
A bíblia em diversos momentos demonstra que a lei da causa e efeito não tem lugar diante da graça. Para ilustrar a situação, temos como exemplo emblemático a história de Jó, que era homem "integro e reto", ou seja, era um praticante da fé e que só plantara coisas boas, era de esperar com isso que nunca fosse alterado a ordem natural, aquilo que ele plantou, ele iria continuar colhendo, representado pelas benesses de tal ação diante das leis da vida, porém foi alterado. E com a permissão do próprio Deus. O que a maioria das pessoas não entendem é que se nós somos os responsáveis pelo plantar e colher, Deus é o responsável pelas intempéries. Ele é o que permite a chuva, a seca, a tempestade e também a bonança, que por fim define se vou realmente colher o que plantei ou não. A graça de Deus quebra a lei da causa e efeito e como consequência elimina as possibilidades de barganhas com Ele. Recomendo a leitura dos livros "O enigma da Graça" e "Sem barganhas com Deus" onde Caio Fábio destrincha com detalhes como a graça elimina a lei da causa e efeito.
"A graça é melhor que a vida"

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